Há sempre outro lado

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5 de fevereiro de 2013

X K




Xe ah uma coixa ke me deixa ah toa eh exta forma extranha ke os putox de hoxe têm de exkrever. Xe eu foxe profexora axo ke já me tinha paxado dox karretox.

Dixem elex ke axim exkrevem maix rápido... duvido! Axo ke exte novo dialekto xerve apenax para dexaprenderem e darem kalinadax das groxas! Xe formox a ler ixto em voz alta parexe ke xomox oriundox dax berxas ou ke temox um xério problema de fala.

Daki a unx anox teremox advogadox, xuíxex, ekonomixtas, profexorex, polítikox e demaix xidadãox a exkrever axim! Fantáxtiko!

2 de fevereiro de 2013

Rotundas



Se há invenções que marcaram a história do Homem são a roda e a rotunda!

Independentemente de se poder considerar a segunda o resultado de uma apropriação criativa da primeira, parece-me que a inteligência que, pela primeira vez, pensou em construir uma rotunda, devia ser galardoada com o Prémio Nobel pelo bem praticado.

Já imaginaram o que seria das nossas cidades, vilas e aldeias sem rotundas? Seria o descalabro! O trânsito seria caótico; não existiriam locais para colocar fontes, estátuas, sinalética, flores, calhaus, etc.; e a BT ficaria sem locais com visão de 360º para fazer operações stop!

Quem não aprecia uma boa rotunda? Daquelas com 5 faixas de rodagem, com separadores em betão, semáforos a meio, placas de trânsito suspensas camufladas pela poluição ou por ramos de árvores, de preferência com lombas e bandas sonoras nas oito vias que confluem para ela?

Quem não gosta de sentir a adrenalina de ver a sua saída a aproximar-se e não conseguir encostar-se à direita porque há sempre alguém mais inteligente que já ocupou essa faixa? Ou de se deparar com um veículo a circundar a rotunda em contra-mão?

Quem não gosta do exercício mental a que obriga a circulação numa rotunda? Adivinhar para que lado o veículo que se aproxima vai virar uma vez que o condutor é poupado e não faz pisca; lembrar-se das alterações do código da estrada e, por conseguinte, das alterações da circulação na rotunda; escolher o momento em que deve sair; etc..

Quem não gosta da emoção que é fazer a rotunda na totalidade quando se apercebe que a sua saída ficou para trás? E de completar esta volta como se estivesse num carrossel, a ver a vida passar, com uma banda sonora de apitos e f.... da p...?

Já imaginaram como seria a nossa vida sem rotundas?

Prémio Nobel, no mínimo...

1 de fevereiro de 2013

Semáforos


Na maioria das cidades, existem elementos arquitectónicos decorativos colocados em locais (mais ou menos) estratégicos, com o objectivo de embelezar, criar dinâmicas, reunir pessoas, identificar , etc..

É vulgar encontrarmos esculturas, estruturas, iluminação, fontanários, e outros elementos do género. Porém, a minha cidade está dois passos à frente das demais. Cá no burgo não se perde tempo com ninharias! Nada disso! Por cá, se há um espacito vago, logo se trata de encontrar um semáforo para o ocupar.

Muitos poderão pensar que esta preocupação da autarquia até tem a sua razão de ser, uma vez que um semáforo até é um elemento escultórico, é colorido, ílumina-se, tem movimento, enfim... uma verdadeira peça de decoração. Provavelmente tem razão quem pensa assim, mas este meu feitio do contra diverte-se a levantar dúvidas e, como tal, não tenho tanta certeza da sua utilidade.

Poderão dizer que são elementos reguladores do tráfego e, por isso, muito úteis à sociedade. Claro que sim! Só gostava de saber por que motivo os semáforos cá do burgo, ao contrário dos outros que alternam de verde para amarelo e de amarelo para vermelho, estão sempre em modo amarelo intermitente. Piscam, piscam, piscam, piscam, como se não houvesse amanhã, numa cadência monótona semeando a confusão em alguns cruzamentos bem problemáticos.

Como se isto não bastasse, pela acção do tempo ou de um ou outro indivíduo que se distrai a fazer pontaria, uns estão tortos, outros partidos, outros ainda com graffiti ou decorados com autocolantes.

Se não servem para regular o trânsito, se estão danificados, afinal para que servem? A única conclusão que me parece lógica é que se tratam de elementos decorativos. Podiam investir numas fontes, numas esculturas, sei lá... mas ao que parece, os semáforos-tortos-e-partidos-sempre-pisca-pisca-em-amarelo-como-as-árvores-de-natal-das-lojas-dos-chineses são mais avant-garde.