Há sempre outro lado

2 de fevereiro de 2013

Rotundas



Se há invenções que marcaram a história do Homem são a roda e a rotunda!

Independentemente de se poder considerar a segunda o resultado de uma apropriação criativa da primeira, parece-me que a inteligência que, pela primeira vez, pensou em construir uma rotunda, devia ser galardoada com o Prémio Nobel pelo bem praticado.

Já imaginaram o que seria das nossas cidades, vilas e aldeias sem rotundas? Seria o descalabro! O trânsito seria caótico; não existiriam locais para colocar fontes, estátuas, sinalética, flores, calhaus, etc.; e a BT ficaria sem locais com visão de 360º para fazer operações stop!

Quem não aprecia uma boa rotunda? Daquelas com 5 faixas de rodagem, com separadores em betão, semáforos a meio, placas de trânsito suspensas camufladas pela poluição ou por ramos de árvores, de preferência com lombas e bandas sonoras nas oito vias que confluem para ela?

Quem não gosta de sentir a adrenalina de ver a sua saída a aproximar-se e não conseguir encostar-se à direita porque há sempre alguém mais inteligente que já ocupou essa faixa? Ou de se deparar com um veículo a circundar a rotunda em contra-mão?

Quem não gosta do exercício mental a que obriga a circulação numa rotunda? Adivinhar para que lado o veículo que se aproxima vai virar uma vez que o condutor é poupado e não faz pisca; lembrar-se das alterações do código da estrada e, por conseguinte, das alterações da circulação na rotunda; escolher o momento em que deve sair; etc..

Quem não gosta da emoção que é fazer a rotunda na totalidade quando se apercebe que a sua saída ficou para trás? E de completar esta volta como se estivesse num carrossel, a ver a vida passar, com uma banda sonora de apitos e f.... da p...?

Já imaginaram como seria a nossa vida sem rotundas?

Prémio Nobel, no mínimo...

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