2009-02-16
Galo à venezuelana


Sou eu que sou picuinhas ou isto é mesmo grave?!

Que o Chavez sonhe em ser rei e senhor da Venezuela é lá com ele e com os venezuelanos, mas que não seja à custa da lenda do galo de Barcelos! Quanto à questão dos mandatos contínuos em Portugal, até admito a confusão porque, se analisarmos com rigor, os galos no poleiro são quase sempre os mesmos. Porém, cheira-me a abuso que se use uma mentira, o nome e um símbolo de um país alheio para servir os interesses de alguém que quer à força prepectuar-se no poder.

Cuidado Chavez, não vá o galo cacarejar "porque non te callas?"

 
2009-02-05
Lógica
Nos meus tempos de estudante aprendi que se a=b e c=b então a=c, chamava-se a isto lógica.

Ora, transpondo estes úteis conhecimentos para outras áreas que não a matemática,

se Deus=dom da ubiquidade e Emplastro=dom da ubiquidade então Deus=Emplastro

Como é que este homem consegue estar em todo o lado?!?!



PS: Ratzinger, depois disto sinta-se à vontade para me excomungar. Em todo o caso, as coisas já não andam muito católicas para o meu lado...
 
2009-01-21
Recomeços
Este "estaminé" tem andado um pouco abandonado. Podia vir para aqui justificar a ausência com a falta de tempo mas, como não tenho de dar justificações e como a verdade é que não me apetecia escrever, apenas direi que vou regressando, sem prometer assiduidade (como se alguém desse pela falta), sem grandes ilusões.

Falando em ilusões, e porque de recomeços é feito este post, num rasgo de originalidade (só um parêntesis para referir que me permito a imodéstia por saber que é um assunto totalmente novo), tenho de salientar a tomada de posse do novo presidente dos E.U.A.. Como é bom ter ilusões, esperança. Como é bom presenciarmos um momento histórico com a plena consciência de que se está a fazer história. Como é bom ver um país mobilizado e um mundo a mostrar abertura. Este homem tem o peso do mundo nos ombros! Espero sinceramente que a frase de Putin não venha a assumir um carácter de profecia: "as maiores decepções nascem das grandes esperanças".


 
2008-09-18
Comparações
Desde tenra idade (mais uma expressão idiota que imagino que seja inspirada nos frangos) tive aversão pelas comparações. Se alguém me queria ver furiosa era dizer-me "fulana x fez isto e tu não", "fulana y teve um 20 a educação física e tu tiveste uma entorse".

Agora, a entrar na fase de galinha (por favor nada de conotações parvas, continuo com a metáfora avícola), arrisco a fazer uma comparação, mesmo sendo contra a minha natureza.

Alguns poderão chamar-me nomes, digamos, pouco simpáticos, seja! Eu aguento e não será isso que me fará insónias. Outros poderão achar que estou a comparar o incomparável, admito que poderão ter razão, ainda assim, não posso deixar de pensar nisto muitas vezes e de ter vontade, mesmo contra tudo o que sempre defendi, de fazer uma comparação.

Os ateltas olímpicos, tirando as excepções óbvias dos medalhados e as menos óbvias daqueles que cumpriram o que era espectável batendo records nacionais e pessoais, são pouco apoiados pelo estado, só recebem bolsas na ordem dos 1.500€, só conseguem patrocínios de petrolíferas, bancos e empresas de telecomunicações (que como todos sabemos são as áreas de negócio com mais dificuldades em Portugal... cof...cof...), daí os parcos resultados e as compreensíveis justificações para o fracasso ("eu gosto é de ficar na caminha", "não sei explicar o que me aconteceu", "não fui talhada para este tipo de competições", etc.).

Os atletas paralímpicos recebem bolsas na ordem dos 300€, não têm os mesmos patrocínios e vêm carregados de medalhas.

Eu sei que não se pode comparar... ou pode?!
 
2008-08-07
Ainda não emigrei
Este lado da minha vida tem andado um pouco abandonado por manifesta falta de tempo/assunto/vontade e, embora possa parecer que tenha emigrado para um país bem isolado do resto do mundo onde não há internet, continuo aqui a sonhar com as férias.

A propósito de férias e de emigração, Agosto é, por excelência, um mês de fluxos migratórios, tal como o das andorinhas na primavera.

Respeito imenso os emigrantes/imigrantes, acho que são pessoas de coragem. Não é fácil deixar tudo para trás e partir para o desconhecido, levando apenas na bagagem a vontade de ter uma vida melhor. Mas, confesso, há alguns que me tiram do sério! E é a estes que dedico este post.

Acho curioso que, no seu país de acolhimento, andem a beijar bandeiras e a gritar viva Portugal, viva a Amália, etc., e, quando vêem um português de férias por lá, desatem a falar na língua local para que o patego do turista não perceba (e, muitas vezes, o patego do turista, até conhece o suficiente da língua local para saber que eles falam incorrectamente, ou percebe imediatamente que aquele bigode farfalhudo e aquela tatuagem a dizer "Angola 1968" estão algo desenquadrados). Claro que há muitos que se comportam de forma civilizada, aliás, até creio que a maioria, porém hoje apetece-me escrever sobre os que se acham superiores a tudo e todos.

Fazer o percurso rodoviário que este espécime faz, nesta época do ano, é digna de um national geographic! Pelo tipo de viatura dá para identificar o país de origem: se tiver um tejadilho repleto de sacos de plástico, amarrados com cordas, de forma a dobrar a altura do carro/carrinha são do norte de África. Se for um carro de marca alemã, com umas almofadas de crochet, bagagem a tapar o vidro traseiro e atrelado são Tugas.

Formam filas intermináveis nas autoestradas (autoroutes, para eles), invadem as áreas de serviço onde aproveitam para lavar os pés nos lavatórios das mãos, etc.. São autênticas maratonas de condução, em jeito de "os cavalos também se abatem" mas na versão rodoviária.

Quando se aproximam da fronteira, aceleram como se não houvesse amanhã, desafiando as probabilidades e a sorte com ultrapassagens de fazer arrepiar todos os cabelos do corpo.

Já em terras lusas, exaltam de forma estridente a terra de acolhimento, mostrando aos pategos que lá é que é bom porque não há bidonvilles, nem chômage, nem sans-abri. Conduzem como fou e estacionam as suas voitures (muitas alugadas, mas isso não interessa nada) em qualquer lado porque eles estão de férias e, se quiserem estacionar à frente de uma garagem, estacionam porque têm o direito de fazer tudo e, além do mais não é "garagem" que se diz é "garage" (mania dos pategos não saberem escrever como deve ser!).

Eu sei que estes são a excepção mas, na verdade, sempre que vejo uma voiture com o belo chien de coleira encarnada a acenar com a cabeça, crucifixo no retrovisor, música do Tony Carreira aos berros e matrícula amarela tenho medo... muito medo!
 
2008-07-02
Liga dos Últimos



Este é um dos meus programas de TV preferidos, diria até, digno de comparação ao National Geographic. Há algo mais interessante do que observar este espécime, o verdeiro Tuga, em acção no seu habitat natural, Portugal profundo?

 
2008-06-09
A saída para a crise
Andam aí os economistas, os políticos, os sindicalistas, os especialistas e outros istas a discutir o futuro da economia nacional, europeia e internacional, o problema da dependência das energias não renováveis e do preço do petróleo, da subida das taxas de juro, da subida da inflação, da especulação à volta dos cereais e patati e patata e, afinal, a solução para os problemas do mundo é tão simples!

Desde o momento em que começou a preparação para o Euro 2008 qual o tempo dedicado nos jornais televisivos aqueles assuntos? E qual o tempo dedicado ao relato do dia-a-dia da selecção portuguesa de futebol? Parece-me que só faltou mesmo a reportagem em directo do W.C., num momento de dor de barriga do Cristiano Ronaldo!

Até já estou a imaginar aqueles que mais duramente criticaram o aumento do preços dos combustíveis, vestidos a rigor, a agitarem bandeiras made in China, na caravana, felizes ao volante do seu automóvel a festejarem mais uma vitória. Não faz sentido... ou faz?

Parece-me que uns certos senhores engravatados, que ocupam um certo palacete lá para os lados de S. Bento, podem respirar de alívio por uns tempos.

Ah! E para os mais distraídos, aqueles senhores que andaram a buzinar nos camiões e que conduziam muito devagarinho, de forma a entupir o trânsito no Porto, não iam na caravana!